Já ouviu falar de epicondilite? Tem dor na região lateral do cotovelo? Esta dor aumenta ao pegar em pesos ou ao fazer um movimento brusco? Então leia este artigo até ao fim, irá interessá-lo!
Tem dor na região lateral do cotovelo? Esta dor aumenta ao pegar em pesos ou ao fazer um movimento brusco? Então leia este artigo até ao fim, irá interessá-lo!
A Epicondilite lateral, ou cotovelo de tenista, é o nome dado a uma sobrecarga dos tendões que se inserem no epicôndilo lateral do cotovelo. Esta lesão ocorre sobretudo devido a movimentos e gestos repetitivos, ou seja, a musculatura ao realizar sempre o mesmo movimento produz sobrecarga do seu tendão, existindo uma degeneração progressiva do mesmo, a que se dá o nome de tendinose.
No epicôndilo lateral do úmero insere-se o tendão extensor comum, sendo este formando pela convergência de quatro músculos, estes músculos em sinergia têm como ação a extensão do punho e dos dedos, bem como a supinação do antebraço: o extensor comum dos dedos, o extensor do dedo mindinho, o extensor ulnar do carpo e o extensor radial curto do carpo.
Na Epicondilite Lateral o músculo mais frequentemente lesionado é o extensor radial curto do carpo.
A Epicondilite Lateral do cotovelo tem uma incidência de 1 a 3% dos adultos, sendo mais frequente em adultos entre os 30 e os 50 anos.
Como fatores de risco que contribuem para a ocorrência desta lesão salientamos empregos que envolvam movimentos repetitivos de flexão/extensão do cotovelo, trabalhos onde exista sobrecarga do tendão por pesos superiores a 5kg, bem como empregos que envolvem exposição a vibrações por um período superior a 2 horas por dia.
No mundo do desporto, esta lesão é bastante frequente, tendo maior destaque em modalidades como o ténis, o badminton, o paddel e o squash, devido à forma como é realizada a pega na raquete e devido aos movimentos repetitivos com elevado impacto e velocidade.
É importante estar atento aos sinais do corpo!
Os sinais e sintomas da epicondilite caraterizam-se por uma dor no lado de fora do cotovelo, sensação de falta de força ao apertar a mão, dor ao esticar o cotovelo e a mão, e dor em atividades que envolvam maior impacto funcional. A dor normalmente tem um início insidioso que agrava ao longo de semanas ou meses, piora com o movimento resistido de extensão punho. Ocasionalmente esta dor pode irradiar para o antebraço.
O diagnóstico de epicondilite pode ser realizado sem ser necessário o uso de imagem. Este pode ser feito através de exame clínico, para tal iremos analisar a sua história clínica e fazer um conjunto de testes, onde daremos destaque ao teste de Mill. Apenas em casos onde se suspeita de lesão mais grave, é que será necessário realizar um diagnóstico diferencial com recurso a imagem médica.
Os estudos referem que o tratamento adequado da epicondilite passa por, numa fase inicial, realizar um controlo dos sinais inflamatórios e aliviar a sintomatologia. Numa segunda fase, será importante promover o alongamento das estruturas, realizar um fortalecimento muscular adequado a si, através de exercícios excêntricos aos extensores do punho e concêntricos dos antagonistas, de forma a restaurar a função e o movimento normal do corpo.
Quando já for capaz de realizar as suas atividades do dia-a-dia, iremos focar-nos no seu regresso à prática desportiva e/ou ao trabalho. Pretendemos reduzir o risco de recidiva da lesão, para isso podemos modificar alguns hábitos de treino, como por exemplo ajustar a raquete a si, reduzindo o stress no antebraço.
Vamos preparar um plano de reabilitação adequado a si, à sua prática desportiva e direcionado ao retorno à sua modalidade, preparando as estruturas para o stress mecânico que advém da prática desportiva.
Pretendemos que tenha o mesmo nível de performance que tinha antes da lesão!
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Ana Carolina Oliveira, Fisioterapeuta
Bibliografia: