
O ombro congelado, também conhecido como capsulite adesiva é uma patologia que se carateriza por um quadro progressivo de dor e limitação significativa da mobilidade ativa e passiva do complexo articular do ombro.
2 a 10% da população entre os 40 e os 60 anos, sobretudo mulheres, sofre desta condição. Sendo o prognóstico de ombro congelado desfavorável quando afeta o membro não dominante.
De realçar que, a prevalência de ombro congelado na população diabética é bem mais importante e encontra-se entre os 10-35%.
Segundo a American Shoulder and Elbow Surgeons o ombro congelado pode ser classificado como:
– Primária ou idiopática;
– Secundária, associada a: patologias sistémicas (ex. diabetes); patologias extrínsecas (ex. trauma, patologia da coluna cervical, doença neurológica) ou intrínsecas (ex. patologia da coifa dos rotadores).
Os utentes com ombro congelado por norma apresentam dor (geralmente severa e que agrava com o movimento e à noite) e rigidez (défices de amplitudes em pelo menos 1 plano de movimento). Associado a isto (ou a questões anteriores) o utente pode apresentar ainda: alterações do sono, depressão, ansiedade e impotência funcional.
O ombro congelado pode dividir-se em 3 fases:

A duração do ombro congelado varia de 12-42 meses (+/-30,1 meses).
O diagnóstico de ombro congelado deve ser realizado por meio de uma avaliação rigorosa e individualizada. Numa primeira abordagem, através da História Clínica deve-se recolher o máximo de informação relativamente: à história atual, antecedentes pessoais e condição de saúde.
De seguida, é essencial realizar o exame físico avaliando a estrutura do complexo articular do ombro e as estruturas adjacentes, avaliar a força, as amplitudes de movimento e atividades funcionais.
Será ainda importante excluir outras patologias. Caso seja pertinente, deve-se recorrer a exames complementares de diagnóstico.
O tratamento conservador é a 1ªlinha de intervenção pra o ombro congelado e deve iniciar-se o mais precoce possível.
A intervenção deverá ser ajustada às queixas reportadas pelo utente bem como ao estadio da condição clínica (fase dolorosa, de rigidez ou degelo).
De forma geral, o objetivo primário é reduzir/eliminar a sintomatologia sendo aqui importante a componente de terapia manual. O exercício deve ser utilizado da reabilitação do utente, mas ajustado às necessidades e objetivos do mesmo (melhorar a função e a qualidade de vida).
A educação é uma “técnica” cada vez mais preponderante no processo de reabilitação. O seu objetivo passa por informar a pessoa sobre a condição de saúde, auxiliar na gestão das emoções, informar sobre a necessidade do movimento, entre outros.
A cirurgia surge como solução caso o tratamento conservador falhe.
Filipe Bastos, Fisioterapeuta
Bibliografia: