
Exercício na População Sénior é algo cada vez mais em voga nos dias de hoje? Sabe o motivo?
Envelhecer não tem de significar perder qualidade de vida. Pelo contrário, a prática regular de atividade física é uma das estratégias mais eficazes para promover um envelhecimento saudável e ativo.
A evidência científica é clara: exercício na População Sénior é uma forte recomendação! Manter-se em movimento contribui para melhorar a saúde física e mental, ajuda a prevenir doenças crónicas e a preservar a autonomia. Apesar dos benefícios da atividade física serem amplamente conhecidos, a maioria da população sénior não atinge os níveis mínimos de atividade física recomendados.
O estilo de vida sedentário resulta no aparecimento prematuro de problemas de saúde e consequentemente na perda da funcionalidade e qualidade de vida. Por exemplo, evidenciam-se: o declínio cognitivo que afeta a memória e a aprendizagem; o músculo esquelético atrofia e torna-se progressivamente mais fraco (conhecido como sarcopenia) e o declínio da densidade mineral óssea (relacionado com o envelhecimento) leva à osteopenia e à osteoporose.
O exercício na População Sénior tem inúmeros benefícios nomeadamente:
– Melhora a força muscular e a mobilidade;
– Previne o surgimento de doenças como a diabetes, a osteoporose, doenças cardiovasculares, entre outras;
– Reduz o risco de quedas;
– Reduz o risco de depressão e ansiedade;
– Permite a interação social.
A evidência científica mostra que a atividade física regular é segura nesta população e que os riscos de desenvolver doenças cardiovasculares e metabólicas, obesidade, quedas, alterações cognitivas, osteoporose e fraqueza muscular são reduzidos pela realização regular de exercício que vão desde caminhadas de baixa intensidade a atividades mais vigorosos bem como com o treino de força.
Recomenda-se que todos os idosos realizem atividade física regular (WHO):
– Limitar a quantidade do tempo em comportamento sedentário;
– Os idosos devem realizar pelo menos 150 a 300 minutos de atividade física aeróbica de moderada intensidade ou pelo menos 75 a 150 minutos de atividade física aeróbica de vigorosa intensidade;
– Em pelo menos 2 dias da semana devem integrar atividades de fortalecimento muscular de moderada intensidade que envolvam os principais grupos musculares.
Esta população deve começar por realizar pequenas quantidades de atividade física e aumentar gradualmente a frequência, intensidade e a duração ao longo do tempo. Ou seja, devem ser fisicamente ativos na medida em que as suas capacidades funcionais permitam e assim ajustar o nível de esforço da atividade de acordo com os seus níveis de aptidão física.
Por isso lembre-se: realizar alguma atividade física é sempre melhor do que não fazer nenhuma. Comece o mais cedo possível seja sozinho, em grupo ou com o acompanhamento de um profissional. O importante é optar por uma atividade que o faça sentir bem e manter-se ativo.
Filipe Bastos, Fisioterapeuta, OF 1245
Referências Bibliográficas: